ARÁBIA SAUDITA – UMA NAÇÃO DE CONTRASTES E O MEU ROTEIRO DE VIAGEM
Se tem um país que resume a palavra contraste, é a Arábia Saudita.
Água e pedra. Deserto e cidade. Tradição e modernidade… um dos destinos mais instigantes do mundo!
O meu roteiro de viagem foi marcado pelos contrastes do país: o silêncio absoluto do deserto ao lado do mar vermelho (que de vermelho não tem nada) tão lindo quanto Maldivas e uma arquitetura que parece ter vindo do futuro, além dos hotéis que estão redefinindo o que é luxo no mundo.

ANTES DO ROTEIRO…
VISTO:
A entrada no país depende de detalhes que podem virar dor de cabeça! Por isso é tão importante ter o suporte de especialistas.
Se você possui visto americano válido e já viajou para os EUA com o seu passaporte atual, o processo é bem mais simplificado e pode ser feito no próprio aeroporto de chegada. Mas se você não possui visto americano ou possui e nunca viajou para os EUA com seu passaporte atual, o processo pode ser muito mais burocrático através da embaixada aqui no Brasil.
O meu processo de visto foi feito aqui no Brasil com aprovação direto na embaixada.
COMO CHEGUEI:
Em alguns dias da semana, a Qatar Airways opera voos direto de Doha para o aeroporto do Red Sea e AlUla – facilitando toda a logística da viagem.
Partimos de Guarulhos em um voo de 14h para Doha e então embarcamos em um voo de 3h até o Red Sea.
COMO ME DESLOQUEI:
Todos os nossos deslocamentos foram feitos de transfer. Alugar carro não é recomendado! As estradas são realmente desertas.
Ao chegarmos no aeroporto de Red Sea, o transfer nos levou até o porto em um trajeto de 25 minutos para então pegar o speedboat de 50 minutos até o nosso primeiro destino da viagem: Shebara.
Do Shebara para o nosso próximo destino, pegamos novamente o speedboat de 50 minutos + um transfer de 50 min até chegar no Desert Rock – nosso segundo destino da viagem.
Do Desert Rock seguimos de transfer para AlUla em um trajeto que levou cerca de 3h30-4h.
De AlUla para Riade o deslocamento foi de avião em um voo de apenas 50 minutos.
QUAL ÉPOCA FUI:
Viajamos no Reveillon – uma das melhores épocas para visitar o país.
Isso porque o verão (junho a agosto) é realmente intenso, podendo chegar a temperaturas extremamente altas, tornando os passeios cansativos e atividades limitadas!
Então, a melhor época para visitar o país é de outubro a abril, quando o clima está ameno e agradável. Confortável para passear.
Já os meses de maio ou setembro são considerados meia-estação. Podem funcionar, mas priorize início de maio ou final de setembro.

VESTIMENTAS:
Essa é uma das perguntas que eu mais recebi dos nossos clientes e também no Instagram.
A Arábia Saudita é o berço do Islã. Foi lá, na região de Meca, que o profeta Maomé nasceu e recebeu as primeiras revelações que deram origem à religião islâmica, no século VII. Meca e Medina — as duas cidades mais sagradas do Islã — ficam no país.
Na prática, vivemos dois contrastes durante nosso roteiro por lá.
Em hotéis como Shebara e Desert Rock – hotéis que são o próprio destino – não existe nenhum tipo de restrição. Você pode vestir o que quiser e bem entender, em qualquer área do resort.
O hotel de AlUla também não possui restrições. Já na cidade, começamos a perceber um movimento diferente. Não existe uma restrição clara, mas durante os passeios sentimos a necessidade de respeitar mais a religião e cultura É altamente recomendado ombros cobertos, calças ou saias abaixo do joelho e sem decotes profundos.
Nos hotéis de Riade, a tradição é quem dita as regras. Inclusive, a academia é separada para homens e mulheres. Respeito aqui é a palavra-chave!
COSTUMES:
Apesar de estar mais flexível do que era há alguns anos, é altamente recomendado evitar beijos e abraços em público, principalmente fora de zonas turísticas — o ideal é manter discrição. Isso vale para dar ao mãos também. Demonstrações de afeto chamam atenção e não são bem vistas, mesmo fora de locais religiosos.
BEBIDA ALCOÓLICA:
O consumo de álcool é proibido no país. Existe um projeto para liberação em hotéis e locais turísticos com autorização prévia. Mas enquanto é só projeto, as opções zero álcool estão disponíveis em quase todos os tipos de bebidas: cervejas, drinks, vinhos e até espumantes.
MOEDA E PAGAMENTOS:
A moeda local é o SAR – rial saudita. Você pode levar dólares que no geral é super bem aceito, assim como os cartões de crédito. Uma sugestão é sempre trocar um pouco pela moeda local no próprio aeroporto. Nas cidades mais tradicionais, é o mais recomendado.
O MEU ROTEIRO:
SHEBARA
Um azul intenso, de doer os olhos e a sensação de estar em outro planeta: foi exatamente isso que sentimos ao chegar no Shebara – um hotel que parece ter vindo diretamente do futuro.
São 38 vilas sobre as águas e 35 à beira-mar – carinhosamente chamada de naves. À primeira vista pode até parecer destoar da paisagem natural com sua arquitetura ousada e futurística, mas a proposta é exatamente o oposto: os espelhos refletem o mar e o céu, integrando as vilas com toda essa paisagem. Além disso, vistas de cima dão a sensação de um colar de pérolas pousando sobre o mar.
Mas a experiência vai muito além das “naves”: piscinas infinitas (para adultos e para famílias), atividades aquáticas, 5 restaurantes, academia com tecnologia de ponta, aulas de yoga e spa completo… tudo isso operado de forma autônoma com energia solar e usina de dessalinização própria, tendo a sustentabilidade como centro do resort.

DESERT ROCK
Como parte do projeto The Red Sea, o Desert Rock superou todas nossas expectativas.
Esculpido diretamente nas montanhas de granito, o resort se integra totalmente a paisagem natural com vilas embutidas nas rochas e uma arquitetura que acompanha as curvas naturais da rocha.
A sensação é de um resort que foi descoberto e não construído!
A propriedade enorme conta com 4 restaurantes, 2 piscinas, bicicleta elétrica para explorar a propriedade, academia e spa no padrão Shebara, e experiências ao ar livre conduzidas pelo centro de aventura Akun que fica localizado ao lado do Desert Rock. Com eles, é possível fazer trekking, hiking, passeio de quadriciclo, tirolesa, tour astronômico, escalada e até abseiling.
E para os mais animados, todos os dias acontece o sunset no ponto mais alto do resort: o The Observatory, com direto a DJ e drinks não alcoólicos.
No Shebara, dormimos em uma “nave”. Já aqui, a escolha foi dormir em um caverna – uma das categorias de quarto do hotel, escava na montanha própria montanha.

ALULA – OUR HABITAS
Considerada a pérola da Arábia Saudita, combinando deserto, rochas, plantações e muita história!
É lá que está Hegra, o primeiro sítio saudita declarado Patrimônio Mundial pela UNESCO — com mais de 100 tumbas monumentais esculpidas em rochedos de arenito, muitas vezes comparada à Petra, na Jordânia.
A cidade também conta com outras atrações que vale a pena conhecer, como:
- Elephant Rock: a icônica formação rochosa natural que parece um elefante. O ambiente é delicioso para curtir o pôr do sol com vários lounges para sentar e até opção de restaurante para garantir a experiência completa.
- Maraya: o maior edifício espelhado do mundo e que praticamente desaparece em meio a paisagem. Funciona também como um centro cultural que já recebeu grandes nomes internacionais.
- Old Town: o centro histórico antigo que retrata a vida tradicional saudita antes da modernização. Além de ser uma região charmosa para passear, conta com excelentes restaurantes!
Para explorar melhor a cidade e região, contratamos um motorista para ficar conosco durante algumas horas e valeu super a pena!
Como parte da experiência em AlUla, ficamos hospedados em meio aos cânions do Our Habitas Hotel – o hotel da piscina icônica que com certeza você já deve ter visto nas redes sociais.
As vilas seguem uma proposta de tenda e ficam no meio do deserto com os paredões de rocha ao redor.
O hotel não é apenas para dormir! Também possui alguns entretenimentos escondidos pela propriedade, como: cama elástica, balanço e até cinema under the stars.

RIADE
Finalizamos o nosso roteiro pela Arábia Saudita na capital, Riade. E pra mim, o ponto alto está fora da cidade: Diriyah – onde tudo começou!
Foi ali, em 1727, que o Emirado de Diriyah foi fundado, dando origem ao Primeiro Estado Saudita — e é ali que fica At-Turaif, o distrito histórico declarado Patrimônio Mundial da UNESCO em 2010.
O contraste por aqui é imediato: de um lado, os prédios de barro, construções restauradas e museus que contam a história de guerras, alianças e reconstrução. Do outro, a Bujairi Terrace com seu calçadão moderno repleto de restaurantes (incluindo premiados), e vista para At-Turaif iluminado ao entardecer. O tipo de lugar para aproveitar sem pressa, tanto durante o dia quanto a noite.
Apesar da excelente estrutura, é um projeto ainda em construção com bilhões de dólares sendo investidos pra transformar a região num dos maiores destinos culturais do Oriente Médio. É apenas o começo!

Foram 10 dias vivendo Arábia Saudita entre mar, deserto e história.
Um país que segue expandindo e reinvestindo como um destino turístico de experiências autênticas e paisagens deslumbrantes!
Se você quer viver o país em um roteiro personalizado para você, entre em contato com a nossa equipe e solicite a sua cotação.

